DANIEL FONTOURA

Veja abaixo algumas obras do fotógrafo Daniel Fontoura.
 
Clique nas imagens para vê-las inteiras.
Daniel Fontoura nasceu em São Paulo, Brasil em 1986. Vive e trabalha em São Paulo, SP.
 
Desde 2008 participa de exposições coletivas, tendo mostrado suas obras em galerias e feiras de arte em cidades como São Paulo, Nova York, Las Vegas, Miami, Londres e Paris. Em 2009 teve sua primeira exposição individual em Lisboa.
 
As fotografias que cria não sofrem alteração digital. Em seus trabalhos Daniel busca colocar o observador em meio a um jogo de percepções entre o que é “real” ou não dentro da fotografia, causando uma reflexão sobre a própria natureza ilusória da imagem fotográfica. Elementos reflexivos como espelhos, água, janelas e vidros são recorrentes em seu trabalho.
2014
• Abril – “Contrasts” – Gallery MC – Nova York, EUA
• Março – “Antes do Ontem e Depois do Amanhã” – Galeria de Arte da Casa de Portugal, São Paulo, Brasil
 
2013
• Novembro – “Dimensões” – Galeria Sergio Caribé – São Paulo, Brasil
• Outubro – “Conexões” – Centro Cultural da Marinha – São Paulo, Brasil
• Outubro – Affordable Art Fair New York (Fall) – The Tunnel, Nova York, EUA
• Maio – Projeto dog.art – MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) – São Paulo, Brasil
 
2012
• Dezembro – “Pandora’s Box” – MuBE, São Paulo, Brasil
• Dezembro – Migration Art Expo U.N. 2012 – Sede da ONU, Nova York, EUA
• Novembro – Selecionado para o 2º Salão Nacional de Arte Fotográfica de São Caetano do Sul com a fotografia “Praça da Figueira” – Espaço Cultural do Atende Fácil, São Caetano, Brasil
• Outubro – Artista Convidado no 43º Chapel Art Show – Chapel School, São Paulo, Brasil
• Maio – “Brasil: A Magical Journey” – Macy’s Herald Square – Nova York, EUA
• Maio – Selecionado para a “Call Parade”, Intervenção Urbana na cidade de São Paulo em 100 telefones públicos, com o orelhão “Reconectando-se” – São Paulo, Brasil
• Abril – “Feitio de Oração” – Espaço Cultural Conjunto Nacional, São Paulo, Brasil
• Abril – Affordable Art Fair New York – 7W Building, Nova York, EUA
 
2011
• Outubro – Selecionado para o Salão de Arte do Chapel Art Show 42 anos – São Paulo, Brasil
• Setembro – Participação, com o rinoceronte ONIR, na “Rino Mania” – MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) e Estação República do Metrô, São Paulo, Brasil
• Agosto – “Autorretratos” – Galeria de Arte da Casa de Portugal, São Paulo, Brasil
• Junho – “Olhar sobre Portugal” – Chancelaria, Consulado de Portugal, São Paulo, Brasil
• Maio – Artista convidado na Casa Talento com as obras “Metropolitan Rain” e “Punta Della Dogana”, Jockey Club de de SP, São Paulo, Brasil
• Abril – “Landscapes and Portraits” – BEA Art Hall, Nova York, EUA
• Janeiro – Sciacco Studio at MIA Art Fair – Miami Beach Convention Center, EUA
• Janeiro – Troyart International Exhibition – MuBE, São Paulo, Brasil
 
2010
• Outubro – “Brazilian Impressions” – BEA Art Hall, Nova York, EUA
• Junho – “Conexões da Arte” – Galeria de Arte da Casa Cor, Jockey Club de SP, São Paulo, Brasil
• Maio – Artista convidado da Casa Talento com a obra “Atlantis III”, Jockey Club de SP, São Paulo, Brasil • Maio – “Brésil, un Univers du couleurs” – Artspace Galleries, Paris, França
• Janeiro – Sciacco Studio at MIA Art Fair – Miami Beach Convention Center, EUA
 
2009
• Outubro – 40o Chapel Art Show – Chapel School, São Paulo, Brasil
• Setembro – Individual “Metrópoles pela Janela” – Galeria Colorida – Lisboa, Portugal
• Junho – “Multiple Expressions” – Brick Lane Gallery – Londres, Inglaterra
• Maio – “Arte Plural” – Galerias de Arte Casa Cor & Casa Hotel – Jockey Club de SP, São Paulo, Brasil • Fevereiro – 31a Artexpo NY – Jacob K. Javits Convention Center, Nova York, EUA
 
2008
• Outubro – “Chapel Art Show” – Chapel School, São Paulo, Brasil
• Setembro – Artexpo Las Vegas – Mandalay Bay, Las Vegas, EUA
• Julho – “Espaço do Olhar” – Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil
• Junho – “Poetas Visuais” – Galeria de Arte da Casa Cor, Jockey Club de SP, São Paulo, Brasil • Maio – “Colectiva Arte Brasileira” – Centro Cultural Gil Vicente de Sardoal, Sardoal, Portugal
• Fevereiro – Sciacco Studio at Artexpo NY – J. K. Javits Center, Nova York, EUA
A Imagem em Reflexo e Transfiguração
É certo que a arte é uma reflexão sobre a vida, assim como a crítica é uma reflexão sobre a arte. Neste sentido, reflexão é pensamento ou meditação sobre um tema, uma questão e até mesmo sobre quem reflete. Reflexão tem ainda o sentido da inversão ou do desvio de direção, que é o que acontece quando um raio de luz encontra um obstáculo. A própria cor resulta da reflexão parcial da luz quando esta incide sobre uma superfície. Se esta for de natureza elástica, da incidência do raio surge o brilho.

 

De certa feira, disse o artista figurativo chino-brasileiro Fang: “na arte, o reflexo serve para mostrar o outro lado da vida”. Ele estava certamente chamando a atenção para o fato de que a função da arte não é reproduzir o real, mas revelar uma outra realidade a partir de dados encontrados, por intermédio da transformação, da metamorfose, da alteração da aparência, da criação de novas formas, cores e texturas, ou seja, mediante a transfiguração.

 

O reflexo e a transfiguração são duas vias largas para a criação artística. Daniel Fontoura, que vem se dedicando de forma sistemática à fotografia há cerca de dez anos, lança mão com frequência da possibilidade de inversão de imagens paisagísticas e/ou humanas, do enfoque de resultados da reflexão, de visões através de um anteparo transparente ou translúcido que incorpora formas retas, curvas ou difusas ao assunto, da adição total ou parcial destes recursos óticos.

 

Diplomado em hotelaria e ativo produtor cultural, ele viaja com frequência ao exterior, captando, em vários países, dentro destes vieses, aspectos que o atraem e aguçam sua sensibilidade.

 

Seu trabalho tem sido apresentado em diversas exposições coletivas, no Brasil e no exterior, e foi reunido em 2009 numa individual na Galeria Colorida, em Lisboa, Portugal. Trata-se de fotografias surpreendentes, instigantes, que deslocam paisagens, pessoas e coisas para uma outra dimensão ótica, que as distorcem muitas vezes numa espécie de jogo em que o espectador é solicitado, frequentemente, a desvendar seus sedutores enigmas.
 
Enock Sacramento, Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte – Paris
 


 
Um prisma autônomo
O poder da fotografia no século XXI é inegável. Sem dúvida se trata da linguagem visual que mais se disseminou nas últimas décadas em termos quantitativos. O maior desafio que ela comporta está em buscar oferecer um novo olhar para a realidade, seja na composição, angulação ou descoberta de um assunto.

 

Daniel Fontoura tem como diferencial a procura de uma maneira diferente de focar diversos temas. Quando se coloca num plano elevado ao objeto fotografado, atinge efeitos surpreendentes, principalmente por motivar o observador a ver o mundo sob outra perspectiva.

 

O rigor das composições também é essencial. O uso das linhas, mormente nos espaços arquitetônicos, permite que o ambiente visualizado ganhe dimensões que, se podem não ser inusitadas, conseguem transmitir encantamento, demandando uma visão que somente uma primeira mirada deslumbrada desperta.

 

O trabalho tecnicamente apurado no uso da luz e da profundidade possibilita ainda que as imagens sejam inseridas, em alguns momentos, num certo mistério, numa atmosfera em que respostas simples não são admitidas. Indagar se torna, portanto, muito mais importante do que apresentar respostas estereotipadas.

 

Seja em imagens urbanas, em cenários religiosos, paisagens marinhas ou em locais variados do Brasil e do exterior, como estações de trem ou aeroportos, há uma constante em Daniel Fontoura. Ela está na convicção de que cada imagem é um prisma autônomo em sua proposta de contemplar o mundo.

 
Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil)

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